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Do Botafogo ao Visit Rio: o que o vôlei universitário americano pode abrir além da quadra

Episódio 2 — Patrícia Masche, Coordenadora de Turismo e Marketing B2B no Visit Rio, conta passo a passo como saiu do Botafogo aos 17 anos, com US$200 no bolso e sem falar inglês direto para os EUA.

Se você é pai, mãe ou atleta de vôlei no Brasil, em algum momento alguém já te disse: “leva ele pros Estados Unidos.” E aí vêm as perguntas: e depois? Funciona? Vale a pena mesmo que meu filho não vire jogador profissional?

Este é o segundo episódio do Vôlei nos Estados Unidos — o podcast sobre os brasileiros que cruzaram a fronteira até o vôlei universitário americano. E hoje eu trago a Patrícia Masche.

Carioca, ex-atleta do Botafogo, a Patrícia embarcou em agosto de 2001 com 17 anos, US$200 no bolso e uma passagem de volta que vencia em 30 dias — se ela não usasse, perdia o ticket. Foi pra uma cidadezinha tão pequena no interior do Texas que pra chegar no Walmart eram 30 minutos de carro. Não falava inglês. Quase voltou. Não voltou. E o que aconteceu depois — Cisco Junior College, North Carolina Central University, diploma em Business Administration com ênfase em Marketing, mestrado pela metade, uma filha, retorno ao Brasil, RIOTUR e hoje Visit Rio — é a história desse episódio.

O que faz a história da Patrícia diferente do que a gente já trouxe no VNE é que ela nunca quis ser jogadora profissional. Nunca virou técnica. Não trabalha com vôlei. E mesmo assim ela credita TUDO que ela faz hoje ao esporte. Pra mãe ou pai ouvindo agora pensando “meu filho vai pros EUA jogar — mas e depois?” — essa é a resposta.

Nesta conversa a gente foi atrás de três coisas: como o vôlei abriu as portas dos EUA pra ela aos 17 anos, como ela atravessou Texas → Carolina do Norte sem dominar o inglês, e como tudo isso virou uma carreira que hoje a leva por 19 países e 44 cidades representando o Rio de Janeiro nos mercados globais de turismo.

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🎧 Neste episódio

00:00 — Abertura — “queria desistir a cada dia, a cada minuto” 02:30 — Patrícia, Coordenadora no Visit Rio: 19 países e 44 cidades 04:00 — Como o vôlei abriu as portas dos EUA aos 17 anos 08:00 — Bridge: o que é um Junior College 09:00 — Vasco antes do Botafogo: começou aos 12 numa quadra de rua em Inhaúma 14:00 — A rotina escola + treino: “minha segunda casa era General Severiano” 18:00 — A super-mãe, o Alexey do Botafogo e a oportunidade que caiu no colo 22:00 — A passagem que vencia em 30 dias, os US$200 e o medo 26:00 — A família americana e o orelhão no fim do corredor 32:00 — Mid-roll 32:30 — A transferência do Texas pra Carolina do Norte 38:00 — Bridge: o que é uma HBCU (Historically Black College) 38:30 — Brasileira numa universidade historicamente negra: o choque cultural 42:30 — Encerramento da carreira, o mestrado e o teste GMAT chutado 48:00 — A volta inesperada: grávida da Alexa, sem terminar o mestrado 52:00 — Bridge: a virada do MBA pra RIOTUR pro Visit Rio 52:30 — Vendendo o Rio pro mundo: a paixão como motor 58:30 — Sorte ou competência? A resposta direta dela 59:30 — Mensagem final e onde encontrar a Patrícia


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Gravado em junho de 2026 — Patrícia no Rio de Janeiro, e eu em Kensington, Maryland. Novo episódio toda semana.

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