Por que o sistema brasileiro pode queimar a elegibilidade do seu filho ou da sua filha na NCAA, e as rotas que continuam abertas. Essa mudança entrou em vigor ontem e está dando o que falar!
Adorei o texto. Mas somente fiquei com dúvida sobre um ponto. Se uma atleta do vôlei, que joga no Brasil, e tem 12 anos, com planejamento de estudar numa Universidade ou Collage Americano, por este esporte; que caminhos deve seguir , antecipadamente, para entrar no radar dessas instituições? Summer camp, intercâmbio, entrar em contato com treinadores?? O que sugeriria?
Patricia, ótima pergunta. E a resposta pode te surpreender: aos 12 anos, o melhor caminho é não entrar no radar ainda.
Treinador de universidade americana recruta com cerca de 2 anos de antecedência. Se a sua atleta tem 12, ninguém do outro lado está olhando para ela agora, e tentar forçar isso só gasta energia e dinheiro. O que existe hoje é uma janela rara: seis anos para construir a atleta antes de precisar vender a atleta.
O que realmente importa nessa idade, em ordem:
Inglês. Este é o item número 1, e é o que mais elimina brasileira boa. Não "inglês da escola". Inglês de conversar com um treinador no telefone e de assistir aula de faculdade. Comece agora, porque leva anos.
Notas. A elegibilidade acadêmica da NCAA é matemática, não é opinião. Boletim ruim no ensino médio não se conserta depois.
Desenvolvimento técnico e físico. Jogar no clube mais forte que ela conseguir, no Brasil mesmo. Fundamento, movimentação, força bem orientada para a idade. A pergunta que o treisinador americano vai fazer aos 16 não é "onde ela viajou", é "ela sabe jogar".
Sobre as três coisas que você citou:
Summer camp: útil, mas a partir de uns 15/16 anos, e só em universidades onde ela realmente se veria estudando. Aos 12, é turismo caro.
Intercâmbio: cuidado. Fazer high school nos EUA tem regras próprias e mexe com elegibilidade. Vale conversar antes, nunca depois.
Contato com treinadores: aqui está o detalhe que quase ninguém sabe e que vale ouro para você. As regras de contato da NCAA limitam o treinador, não a atleta. Ele não pode procurá-la antes da janela, mas ela pode escrever para ele quando quiser. Ou seja: não há pressa nenhuma em começar isso aos 12, e quando chegar a hora, a iniciativa é dela.
Um aviso que pode economizar anos: não comece faculdade no Brasil achando que depois transfere. Em D1, isso liga o relógio de elegibilidade e ela pode chegar lá com metade do tempo já queimado. Muita família descobre isso tarde demais.
Resumindo o plano dos 12 aos 15: inglês, notas, vôlei de alto nível e vídeos guardados. Dos 15 em diante começa o recrutamento de verdade, e aí ela vai chegar preparada, sem depender de agente nenhum para abrir porta.
Adorei o texto. Mas somente fiquei com dúvida sobre um ponto. Se uma atleta do vôlei, que joga no Brasil, e tem 12 anos, com planejamento de estudar numa Universidade ou Collage Americano, por este esporte; que caminhos deve seguir , antecipadamente, para entrar no radar dessas instituições? Summer camp, intercâmbio, entrar em contato com treinadores?? O que sugeriria?
Patricia, ótima pergunta. E a resposta pode te surpreender: aos 12 anos, o melhor caminho é não entrar no radar ainda.
Treinador de universidade americana recruta com cerca de 2 anos de antecedência. Se a sua atleta tem 12, ninguém do outro lado está olhando para ela agora, e tentar forçar isso só gasta energia e dinheiro. O que existe hoje é uma janela rara: seis anos para construir a atleta antes de precisar vender a atleta.
O que realmente importa nessa idade, em ordem:
Inglês. Este é o item número 1, e é o que mais elimina brasileira boa. Não "inglês da escola". Inglês de conversar com um treinador no telefone e de assistir aula de faculdade. Comece agora, porque leva anos.
Notas. A elegibilidade acadêmica da NCAA é matemática, não é opinião. Boletim ruim no ensino médio não se conserta depois.
Desenvolvimento técnico e físico. Jogar no clube mais forte que ela conseguir, no Brasil mesmo. Fundamento, movimentação, força bem orientada para a idade. A pergunta que o treisinador americano vai fazer aos 16 não é "onde ela viajou", é "ela sabe jogar".
Sobre as três coisas que você citou:
Summer camp: útil, mas a partir de uns 15/16 anos, e só em universidades onde ela realmente se veria estudando. Aos 12, é turismo caro.
Intercâmbio: cuidado. Fazer high school nos EUA tem regras próprias e mexe com elegibilidade. Vale conversar antes, nunca depois.
Contato com treinadores: aqui está o detalhe que quase ninguém sabe e que vale ouro para você. As regras de contato da NCAA limitam o treinador, não a atleta. Ele não pode procurá-la antes da janela, mas ela pode escrever para ele quando quiser. Ou seja: não há pressa nenhuma em começar isso aos 12, e quando chegar a hora, a iniciativa é dela.
Um aviso que pode economizar anos: não comece faculdade no Brasil achando que depois transfere. Em D1, isso liga o relógio de elegibilidade e ela pode chegar lá com metade do tempo já queimado. Muita família descobre isso tarde demais.
Resumindo o plano dos 12 aos 15: inglês, notas, vôlei de alto nível e vídeos guardados. Dos 15 em diante começa o recrutamento de verdade, e aí ela vai chegar preparada, sem depender de agente nenhum para abrir porta.
Muito obrigada! Vamos iniciar o projeto. E quando a idade chegar, ela estará preparada!🙏🏻