O Raio-X das Brasileiras na Liga Americana
Elas estão ganhando espaço no vôlei universitário e profissional dos Estados Unidos
Fonte: https://usavolleyball.org/story/usa-volleyball-reveals-womens-team-for-paris-2024/
O vôlei feminino universitário americano nunca esteve tão forte. Com mais de 1.500 programas entre NCAA, NAIA e NJCAA, os Estados Unidos possuem um dos maiores cenários do mundo para atletas no voleibol. Hoje, o esporte movimenta universidades inteiras, atrai grandes públicos e recebe investimentos cada vez maiores. E, no meio desse crescimento, cada vez mais brasileiras estão dando o que falar e conquistando seu espaço!
Algumas chegam através do college, enquanto outras já desembarcam em equipes profissionais. Mas todas carregam algo em comum: nasceram no Brasil, nossa casa e país que continua sendo uma das maiores referências mundiais na formação de atletas do voleibol feminino.
Falando em Ligas, temos nomes já conhecidos como:
1. Ana Carolina da Silva (Carol) — League One Volleyball (LOVB)
A nossa central e medalhista olímpica (prata em Tóquio e bronze em Paris) é um dos maiores nomes da LOVB. Ela assinou com a equipa do LOVB Nebraska para a temporada de 2026. A chegada da Carol foi vista como um movimento histórico para a liga, levando para os Estados Unidos a sua fama internacional como uma das melhores bloqueadoras do mundo.
2. Natália Zilio — Athletes Unlimited (AU)
A ponteira e campeã olímpica em Londres 2012 (além de prata em Tóquio) juntou-se ao formato inovador da Athletes Unlimited. Com uma carreira brilhante que passou pelos maiores clubes da Europa e do Brasil, a Natália levou toda a sua experiência e liderança para o público americano.
3. Sheilla Castro — Pioneira na Athletes Unlimited (AU)
Embora atualmente assuma outros papéis fora das quadras, a lendária oposta bicampeã olímpica Sheilla foi uma das grandes embaixadoras e pioneiras do voleibol profissional nos EUA, tendo jogado na temporada inaugural da Athletes Unlimited em 2021, abrindo as portas do mercado americano para as outras jogadoras brasileiras.
Por que tantas atletas estão olhando para os EUA?
Nos últimos anos, o vôlei feminino universitário americano se transformou em uma das maiores vitrines do esporte. Além das bolsas de estudo, muitas universidades oferecem uma rotina de alto rendimento, com suporte físico, acompanhamento acadêmico e uma estrutura que permite às atletas evoluírem dentro e fora da quadra.
Ao mesmo tempo, o crescimento das ligas profissionais americanas como Major League Volleyball (MLV), LOVB e Athletes Unlimited (AU Pro Volleyball), aumentou ainda mais a visibilidade do voleibol feminino no país. Para muitas jogadoras internacionais, os Estados Unidos passaram a representar uma oportunidade acadêmica, um possível caminho para o esporte profissional.
Ponto do Brasil! O Brilho Das Nossas Jogadoras Na América
Jogadoras do Brasil já ocupam espaço em diferentes equipes da NCAA, NAIA e até no vôlei de praia universitário, atuando em posições importantes dentro de alguns programas. Algumas brasileiras que vêm construindo suas trajetórias dentro do cenário universitário americano:
Luiza Da Cruz | CSU Bakersfield
California State University, Bakersfield
Posição: Levantadora
Altura: 1,78m
Classe: Senior
Cidade natal: Jaraguá do Sul, Brasil
Universidade anterior: Miami Dade College
Destaques:
• 656 assistências na última temporada
• 265 digs
• 24 aces
• Academic All-District Honors
Uma das principais responsáveis pela distribuição ofensiva da CSU Bakersfield, liderando a equipe em assistências durante a temporada.
Isabela Tavares Salomon | DePaul University
DePaul University
Posição: Oposta / Right Side
Altura: 1,83m
Classe: Sophomore
Cidade natal: Belo Horizonte, Brasil
Destaques:
• 112 kills
• 31 digs
• 31 bloqueios totais
• 20 kills contra Seton Hall
Integra o sistema ofensivo da DePaul University como uma das opções de ataque da equipe.
Ana Benjamim | CSU Bakersfield
California State University, Bakersfield
Posição: Ponteira / Outside Hitter
Altura: 1,78m
Classe: Junior
Cidade natal: Medianeira, Brasil
Universidade anterior: St. John’s
Integra o elenco da CSU Bakersfield como ponteira, contribuindo no sistema ofensivo e defensivo da equipe.
California State University, Bakersfield
Posição: Ponteira / Outside Hitter
Altura: 1,85m
Classe: Sophomore
Cidade natal: São Bento do Sul, Brasil
Universidade anterior: William Carey University
Faz parte do elenco da CSU Bakersfield atuando na posição de ponteira.
Taly Acherboim | CSU Bakersfield
California State University, Bakersfield
Posição: Líbero
Altura: 1,68m
Classe: Redshirt Sophomore
Cidade Natal: Sao Paulo, Brazil
UnUniversidade anterior: diversidade anterior: LMU
Atua no sistema defensivo da equipe como líbero da CSU Bakersfield.
Taly Acherboim | CSU Bakersfield
Texas Christian University (TCU)
Modalidade: Beach Volleyball
Altura: 1,76m
Classe: Freshman
Cidade natal: Rio de Janeiro, Brasil
Representa a TCU no vôlei de praia universitário americano.
Lara Pacheco | Nevada Wolf Pack
University of Nevada
Posição: Central / Middle Blocker
Altura: 1,88m
Classe: Junior
Cidade Natal: Rio de Janeiro, Brasil
Atua como central da Nevada Wolf Pack dentro do sistema de bloqueio da equipe.
Barbara Costa dos Santos | St. John’s
St. John’s University
Posição: Ponteira / Outside Hitter
Altura: 1,82m
Cidade Natal: São Paulo, Brasil
Integra o elenco da St. John’s University atuando como ponteira no voleibol universitário americano.
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Uma das atletas mais dominantes da história do voleibol da Georgia Tech, Júlia conciliou o alto desempenho na NCAA com convocações para a Seleção Brasileira adulta, tornando-se referência tanto na linha de passe quanto no poder de ataque das Yellow Jackets.
Georgia Institute of Technology (Georgia Tech)
Posição: Ponteira (Outside Hitter)
Altura: 1,96m
Classe: Alumna (Graduada em 2022)
Cidade natal: Brusque, Brasil
Destaques:
AVCA First-Team All-American (2021, 2022)
ACC Player of the Year (2021)
2.000+ kills na carreira universitária
Academic All-District e All-ACC Academic Team
Liderou a equipe na histórica campanha até as quartas de final (Elite Eight) da NCAA em 2021.
Por que os treinadores lá fora não abrem mão de uma brasileira?
O sistema universitário americano valoriza atletas que consigam se adaptar rápido a sistemas diferentes, jogar em alto volume e manter consistência ao longo de uma temporada longa. As principais diferenças aparecem em pontos bem claros dentro da quadra:
✅ Intensidade competitiva constante
Muitas atletas brasileiras têm um padrão de energia constante na jogada, especialmente em transições defesa-ataque, algo muito valorizado no college volleyball.
✅ Leitura de jogo acima da média
Conseguem reagir bem a bolas quebradas e jogadas fora do padrão.
✅ Versatilidade tática dentro do sistema
Brasileiras frequentemente conseguem atuar em diferentes funções dentro da mesma partida (ex: rotação defensiva + contribuição ofensiva), o que aumenta o valor dentro do elenco.
✅ Defesa de quadra e cobertura de ataque
Capacidade de manter a jogada viva em bolas “quebradas”, prolongando rallies e gerando novas oportunidades ofensivas.
O que o cenário americano mostra sobre o Brasil?
O crescimento das brasileiras nas ligas americanas reforça algo que o mundo do vôlei já percebeu há muito tempo: o Brasil continua sendo uma potência na formação de atletas.
As jogadoras brasileiras chegam aos Estados Unidos trazendo uma bagagem técnica diferenciada e a experiência competitiva de um dos países mais vitoriosos da história do voleibol. E isso ajuda a abrir portas para novas gerações que sonham em estudar, competir e construir uma trajetória através do esporte.
Cada brasileira que ganha espaço nos EUA acaba fortalecendo ainda mais a presença do país dentro do voleibol no mundo.
Fonte: https://volleyballmag.com/usa-women-paris-olympics-volleyball-081024/
Mais do que acompanhar atletas brasileiras, observar esse crescimento também ajuda a entender como o cenário americano se tornou uma das maiores vitrines do voleibol feminino atualmente.
Olhando para o número de oportunidades, investimentos e visibilidade do esporte nos EUA, uma coisa parece cada vez mais clara: o espaço para atletas internacionais está apenas começando a crescer.
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