Os EUA estrearam na VNL com três vitórias e uma virada épica
Semana de 15 de junho de 2026 · ~6 min de leitura
Bom dia.
Esta é a primeira edição do nosso boletim semanal, a casa onde, toda semana, a gente traz o que está acontecendo no vôlei dos Estados Unidos e ajuda você a entender o que isso significa.
Notícia primeiro, sempre dos EUA. E que estreia: o time masculino abriu a Liga das Nações engatando vitórias, com direito a uma virada sensacional sobre o Canadá. Do lado feminino, as americanas também largaram bem.
NESTA EDIÇÃO
📰 A manchete: os EUA estreiam na VNL invictos, e um reserva vira herói
🗓️ Marca na agenda: EUA x Brasil, em julho, em Illinois
🎙️ O podcast estreou: Otávio Souza, técnico brasileiro na Brigham Young University
🇺🇸 As meninas dos EUA: a seleção feminina abriu a VNL em 3 a 1
⚡Bola Rápida · 🍮 Pra fechar
A MANCHETE
Os EUA estreiam na VNL invictos (e um gigante de 2,13m rouba a cena)
O time masculino dos Estados Unidos não tomou conhecimento da primeira semana da Liga das Nações, em Ottawa: venceu os três primeiros jogos antes de fechar a rodada contra a Itália. Bateu a Türkiye por 3 a 1, atropelou a Alemanha por 3 a 0 e, no jogo mais dramático, virou de 0 a 2 contra o Canadá para ganhar por 3 a 2, diante da torcida da casa.
E aqui está a história que a gente adora contar: o herói da virada foi Cole Hartke, oposto de 2,13m formado em Pepperdine, jogando suas primeiras partidas pela seleção principal. Ele despejou 33 pontos sobre o Canadá. No jogo de estreia, quem brilhou tinha sido outro jovem oposto, Jake Hanes (Ohio State), com 21 pontos. Veteranos como o capitão Matt Anderson e o líbero Erik Shoji dão a estrutura; a moçada nova traz o estouro.
Por que isso importa pra você? Alguns pontos:
O sistema universitário masculino entrega seleção. Hartke (Pepperdine), Hanes (Ohio State), Anderson (Penn State), Shoji (Stanford): todos passaram pelo college americano. É esse o caminho, e ele é real.
2026 é ano de classificação olímpica. O técnico Karch Kiraly já avisou: a VNL deste ano vale como laboratório rumo à vaga. Cada jogo tem peso, e é agora que as portas de oportunidade se abrem.
Quem senta no banco também decide. A temporada testa mais substituições por set, e a virada sobre o Canadá mostrou na prática o valor do elenco profundo. Vale acompanhar como o jogo está mudando.
Não é o lado mais badalado do vôlei americano. Mas é, talvez, o de maior oportunidade para o atleta brasileiro que sabe onde olhar.
🔗 Cole Hartke faz 33 e os EUA viram sobre o Canadá (USA Volleyball)
👉 É esse o caminho que a gente ajuda a trilhar. Se você (ou seu filho, ou seu atleta) quer entender como entrar no radar do vôlei universitário americano, é disso que trata o VolleyBridge. Conheça aqui.
Marca na agenda — EUA x Brasil, em julho, em Illinois
Aqui vai uma que interessa demais a quem está (ou quer estar) nos Estados Unidos: na 3ª semana da VNL masculina, de 15 a 19 de julho, em Hoffman Estates, Illinois, os EUA recebem o mundo — e enfrentam o Brasil no dia 16 de julho.
Se você mora na região do meio-oeste americano, é uma chance rara de ver as duas seleções ao vivo, em casa. Os ingressos já estão à venda.
🔗 Tabela e ingressos da semana 3 (Ticketmaster)
PODCAST
O podcast estreou: Otávio Souza (BYU)
Não é coincidência que a nossa manchete seja sobre o vôlei masculino universitário. É exatamente o mundo do nosso primeiro episódio, com Otávio Souza, técnico assistente do BYU masculino — um dos programas mais tradicionais do país.
Catarinense de Florianópolis, Otávio vestiu a camisa da BYU como atleta (2009–2011), jogou profissionalmente no Brasil e nos EUA, e construiu carreira de treinador passando por Cal, Saint Mary’s e Missouri State antes de voltar à BYU — agora do outro lado da quadra.
No episódio, a gente conversa sobre:
como um brasileiro chega ao staff de um programa tradicional dos EUA;
o que os técnicos americanos realmente procuram num atleta;
as diferenças de cultura de treino entre Brasil e Estados Unidos.
💡 Toda semana um convidado novo: ex-atletas que jogaram nos EUA e treinadores brasileiros. Se você gosta de entender como se treina e como se pensa o jogo lá fora, isso conversa direto com a nossa Volleyball Academy. Saiba mais.
SELEÇĀO NORTE-AMERICANA FEMININA
As meninas dos EUA: 3 a 1 na estreia
Do lado feminino, a seleção dos Estados Unidos fez uma boa primeira semana no Canadá: três vitórias em quatro jogos, incluindo uma virada de cinco sets sobre a França e um 3 a 0 sobre a Alemanha (25-22, 25-15, 25-12) para fechar a rodada. A única derrota veio contra as donas da casa, o Canadá.
Agora o time cruza o mundo: a semana 2 acontece de 16 a 20 de junho, nas Filipinas, com jogos contra República Dominicana, Chéquia, Itália e Sérvia.
E aqui mora o nosso ângulo de sempre: essa seleção sai do mesmo sistema universitário que abastece o masculino. Acompanhar a seleção feminina dos EUA é enxergar o destino possível de quem entra no college.
🔗 EUA fecham a semana 1 em 3 a 1 (USA Volleyball)
O PLACAR
VNL masculina, semana 1 dos EUA (Ottawa)
10/jun · EUA 3 x 1 Türkiye ✅
12/jun · EUA 3 x 0 Alemanha ✅
13/jun · EUA 3 x 2 Canadá ✅ (virada de 0 a 2; Hartke, 33 pontos)
14/jun · EUA X Itália (jogo de domingo)
Até aqui: 3 vitórias em 3 jogos, entre os líderes da tabela ao lado do Brasil.
BOLA RÁPIDA:
Recrutamento: o PrepVolleyball promoveu 10 jovens a 5 estrelas na turma de 2028 — Texas e Califórnia concentram os talentos. (Fonte: PrepVolleyball)
Profissional: a LOVB segue na 2ª temporada com seis times, enquanto a nova MLV largou 2026 com oito após a fusão com a PVF. (Fonte: Just Women’s Sports)
PARA FECHAR
O vôlei masculino universitário dos EUA é tão concentrado que, em algumas temporadas, um punhado de programas — BYU entre eles — domina quase todas as finais nacionais. É o oposto do feminino, pulverizado em mais de mil times. Para o atleta, isso muda tudo na hora de escolher onde tentar.
Mas calma…
O Vôlei nos EUA está aqui pra te ajudar a conquistar a tão sonhada vaga!
NO PORTAL ESTA SEMANA
É a sua primeira vez por aqui? Comece por estes três — eles explicam o sistema americano de ponta a ponta:
Como funciona uma bolsa de vôlei nos EUA? O guia básico: o que é uma bolsa integral, quem oferece e como o processo realmente funciona, sem promessa milagrosa. Leia o guia → → Quer ajuda de verdade nesse caminho? É disso que trata o VolleyBridge.
O Raio-X das Brasileiras na Liga Americana. Nosso mapa de quem já está jogando no college e no profissional dos EUA, posição por posição, de medalhistas olímpicas a calouras. Veja o Raio-X →
Do controle da bola ao controle do sistema. “No Brasil, a bola ensina o jogo; nos EUA, o jogo ensina o jogo.” O ensaio do Rodrigo sobre o choque (mais cultural do que técnico) de quem chega à NCAA. Leia → → Conversa direto com a nossa Volleyball Academy.
NO VÔLEI NOS EUA
A gente é mais do que este boletim. Dá uma olhada no resto:
🎙️ Podcasts — episódio de estreia com Otávio Souza (BYU)
🌉 VolleyBridge — como vir jogar e estudar nos EUA
🏐 Volleyball Academy — metodologia e fundamentos
Chegamos até aqui. Se você curtiu esta primeira edição, faz duas coisas por nós: encaminha pra um amigo que sonha em jogar (ou mandar o filho jogar) nos EUA, e responde este e-mail contando o que você quer ver por aqui. A gente lê tudo!
Até a próxima semana, Rodrigo Gomes — Fundador do Vôlei nos EUA
Vôlei nos EUA — a curadoria do vôlei dos Estados Unidos para o público brasileiro.



